E lá se vai mais um pedaço de nós...
É o que pensamos quando aquele alguém resolve não ser mais “nosso”.
Lá se vão os acompanhados sábados e segundas-feiras menos tristes...
- Nunca mais vou sentir o cheiro do cabelo dela (e)! - Ahh aquele abraço que só ela(e) sabe dar.
Não saberemos mais se ele ainda come feijão com goiabada e se ela ainda rói as unhas...
Acho fantástica a capacidade de recuperação emocional que nós seres-humanos temos.
Pedaço por pedaço o incrível Senhor tempo se encarrega de ir colando, cicatrizando.
A cicatriz fica, pra sempre, mas se torna indolor.
Sou contra sair rasgando fotos, devolvendo presentes, procurando bocas desconhecidas para tentar esquecer...
A dor deve ser sentida, vivida, como qualquer outro sentimento, assim, quando não “doer” mais será verdadeiro e estaremos prontos pra outra!
A inspiração volta, aaaaaaaaaah a vontade de uma explosão de palavras, ditas, escritas, sussurradas, faladas, pronunciadas; desejo agora inventar palavras, as que conheço parecem-me poucas, insuficientes, demasiadamente comuns e pequenas...
É incrível quando a gente percebe que alguém está nos causando aquele “frio na barriga”, quando nos pegamos pensando nela (e), quando se torna o primeiro e o último pensamento do dia, quando esse alguém consegue renovar as esperanças, as vontades, os desejos; retoman-se as forças e o brilho nos olhos reaparece!
É isso, é um ciclo, ninguém é insubstituível!
E me pego então, te esperando... usando as últimas gotas do meu melhor perfume.
MAh
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