Venenos Particulares
13 de fev. de 2011
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
Resposta ao tempo
É o tempo
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei.
"Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa."
Afinidade
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas
Ne me quitte pas...
Se cansa do “apesar de”.
Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”.
Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.
Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é.
Se cansa da sensação de não poder parar.”
Balanço
De repente você percebe que aprendeu várias coisas.
Você olha pra suas fotos antigas e não consegue se enxergar.
Você lembra de frases ditas e atitudes tomadas e as trata como se fossem de um outro alguém.
Você aprende que não há estrada sem fim.
O caminho, sim, é sem fim.
Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo.
Basta perceber que o seu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno.
É uma estrada de duas mãos.
Bons, puros e verdadeiros sentimentos tbm acabam, pq não?
Até mesmo o maior amor do mundo adoece, pq não?
A gente tbm cansa porra!
De repente, você se sente cansado de tanto aprender quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeado de gente que não aprendeu porra nenhuma.
Força! Seja madura, tenha paciência, tolerância, esperança, fé.
O que?
Não!
Já fui madura demais, já tive paciência e tolerância demais.
A esperança e a fé não se (re)conquista de um dia pro outro. Não mesmo.
Então agora aguente minha infantilidade, minha ansiedade, minha pressa e tudo mais aquilo q eu kiser sentir com direito a todas as coisas bobas e insignificantes que pra mim são importantes.
É a minha vez.
Adoro os que vêem as coisas de forma simplista.
Pra mim, bom mesmo é barzinho e tira-gostos com amigos, gosto de café fresquinho após acordar, adoro luzinhas, gosto de banho morno fora de época, brincar tomando banho de chuva, gosto da minha risada escandalosa e totalmente solta, gosto de lembrancinhas, coisa velha, gente antiga, palavras fora de moda, riso solto de novo e de novo e sempre.
Apenas mais uma de amor
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Sonhe
Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua.
Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes.
Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações.
Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar..."
Frágil
Mas a sensação de estar sozinho não me larga.
Algumas paranóias, mas nada de grave.
O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada.
Estou toda sensível, as coisas me comovem."
Descanso pro complicado do mundo.
Surpresa pra rotina dos dias.
A quem esperar.
De quem sentir saudades.
Um nome entre todos.
O verso mais bonito.
A música que não se esquece.
O par pra toda dança.
Por quem acordar.
Com quem sonhar antes de dormir.
Uma mão pra segurar,
um ombro pra deitar,
um abraço pra morar.
Um tema pra toda história.
Uma certeza pra toda dúvida.
Janela acesa em noite escura.
Cais onde aportar.
Bonança, depois da tempestade.
Uma vida costurar na sua, com o fio comprido do tempo.
Te Amo.
E lá vou eu
Em construir castelos sem pensar nos ventos.
Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim.
A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes.
Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos.
A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.
Os laços que nos unem, algumas vezes, são impossíveis de explicar.
Eles nos conectam mesmo depois de parecer que os laços foram rompidos.
Alguns laços desafiam a distância, o tempo e a lógica, porque eles simplesmente devem existir.
Não tenho mais tempo para ser a pessoa certa na hora errada.
Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção.
Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
…Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu….
….Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante.
Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado.
Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças.
Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha.
Eu te amava por causa da vida e não por minha causa.
E isso era lindo. Você era lindo. Simplesmente isso.
Você, a pessoa que eu ainda vejo passando, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza…
...Não sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seu andar estranho.
Não sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada.
Não sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Tento entender e prometi não sentir a falta de lamber sua boca, coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras, prometi não sentir mais falta das suas mãos..
Não sinto falta de amar aquele que nunca me enxergou.
Brisa
Me encho de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos
andando ao Sol.
E todo esse resto de coisas deixa ao pouco de ser resto, e passa a ser minha vida, e passa a enterrar você de grão em grão, sujando seus dentes e olhos e nada eu posso com a pá que está na minha mão.
O vento está mais forte do que o vidro que eu fiz com os meus próprios grãos para me guardar para você.
Ele está esmurrando a porta, escapando pelas frestas e eu gosto da brisa fina na minha testa aliviando o meu tormento.
“Pode ser injusto, mas o que acontece em poucos dias, às vezes até uma única vez, pode alterar o rumo da sua vida inteira”.
Tanto
Preciso sim, preciso tanto.
Alguém que aceite tanto meus sonhos demorados quanto minhas insônias insuportáveis.
Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também.
Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber.
Mas eu quero que você perceba.
Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim.
Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora.
(Nada de banho-maria!)”
Votos
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro e verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas -
Depois plantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Quem sabe quando você perceber que existo, eu ja tenha desaparecido do seu alcance. E se por acaso um dia você me amar, talvez nesse dia eu tranforme o amor em amizade.
Quando seus olhos sentirem a falta de uma luz, e você quiser me ver, talvez eu já tenha ido atrás de alguém que me queira como eu te quis.
E quando você cair na real e ver que me teve mas não quis me amar, então peça a Deus para mudar nosso caminho e lançar um nos braços de outro.
E se por ironia do destino eu passar com outro, saiba que esse outro foi quem me segurou com as duas mãos na hora em que eu quis chorar, quando você me deixou.
E se você sentir que está sofrendo por um amor não chore. Mas lembre-se que também chorei por você.
E tudo porque um dia… eu te amei demais.
Estou bem
.
Estou bem. Procurando me libertar de cada ácaro que me
lembre sua estadia. De cada lugar, momento, tempo, espaço e detalhes que me leve ao pensamento insano da sua presença.
Você foi como mais um dos meus casos. Veio sem dó nem piedade, arrancou o que tenho de mais digno que é o amor, usufruiu quando quis, pisou quando pode, e foi embora com medo da sua gentileza de me dar a liberdade de fazer o mesmo.
Não digo que me trocou, porque isso tem que ser feito por completo. Acaba um, inicia outro. E você não me deixou ser inteira por justamente não ir embora por inteiro. Porque eu sei que você foi meu, tanto quanto eu fui sua.
Sei que a felicidade de auscultar os nossos corações na mesma sintonia, foi recíproca. Você estava lá. Eu senti a ponto de te querer inconsciente, mesmo tendo a certeza de seguir aceitando a distância.
Você foi embora sem conseguir olhar nos meus olhos e dizer adeus, porque você sabe o poder que eles tem sobre você. Você nunca assumiu cada sorriso escondido atrás de um orgulho imenso. E eu mais uma vez passei pelo processo de aceitação de mais uma partida sua.
Aceitei, quero sua presença e o evitarei o quanto for necessário para o meu coração burro aprender a ser um pouco mais inteligente quando apontar o dedo para a pessoa errada. Dessa vez foi sério, será que acabou o mistério? Impossível, pois mais uma vez está subentendido.
Eu quero acreditar que a sua mais nova diversão, não passa de dias solitários e curtos, e um tempo para esquecer o que estava te dominando. Seu mais novo caso, e suas atitudes incoerentes depois de suas palavras, me fazem agir o mais distante possível.
Pela primeira vez depois de dias, me faz mover a favor da corrente da sua decisão. Você agiu pensando no seu ego, isso foi mais um dos seus surtos de egoísmo. E mais uma prova de que eu entrei neste barco sozinha, depois de vários motores quebrados, parti para os remos, e você sem explicações os atirou no meio do oceano, me deixando na metade do caminho, sem forças para continuar, e sem saber como voltar. Isso porque o seu medo de sofrer, lhe deu forças de acabar com algo que você doou para criar, mas se libertou para não continuar. E nem lembrou que eu estava envolvida, e que você já fazia parte de mim.
Se eu fosse fraca, lhe apontaria o dedo e diria o que você se tornou: tão e somente um covarde.
Verdadeiros homens são dignos de honrar o que se constrói, e não de tirar o tijolo da base para que tudo desmorone.
Eu te queria, por um sentimento tão puro e tão verdadeiro, que mesmo sem suas fichas e sua falta de credibilidade, estava pulsando. Estava ali, e você não acreditou por ser tão real. E sim, você foi embora por medo de se tornar impotente diante de algo tão grandioso e sincero.
Que leve para longe da minha boca esse gosto podre de fracasso, de derrota sem nobreza.
Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar.
Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho.
Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias.
Mas isso é filme, ele não.
Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi.
Vai olhar direto para mim.
Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. é por ele que eu venho aqui, quase toda noite.
Não por você, por outros como você.
Pra ele, me guardo.
Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor.
Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou.
Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais você não estar no que vejo.
E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a sua ausência não terá nenhuma importância.
Serás apenas memória, alívio, enquanto agora és uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva.
Você rasga devagar o meu pulso com as unhas para que eu possa beber.
Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e eu esquecerei como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto."
Remar
Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou.
Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes.
Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto.
Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena.
Que por você vale a pena.
Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Mas tem uma coisa que ele não esquece: sou eu.
Sou eu quem fazia ele perder o fôlego, sou eu quem oferecia o melhor abrigo no final do dia e o melhor abraço na hora do sono.
Só quem arrepia kda centímetro do seu corpo e faz vc sentir o sangue bombear num ritmo acelerado, é capaz de estragar o mundo quando parte
Um idiota que esqueceu de ir?
Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta.
Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, pra ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não volta, é?
As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?"
Lá está ela
Acredito que essa moça, no fundo, gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho é que ela já apanhou demais da vida.
Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça.. ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e
sangrando.
Daí você espera por alguém que venha te curar.
As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu,
mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi
chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."
Não tenho culpa se meu sorriso é de verdade e acontece por motivos bobos, mas bem especiais.
Não tenho culpa se meus passos não são firmes. Não sou perfeita... Eu tropeço e caio de vez em quando,
aliás, eu caio muito. Meus olhos... Tem brilhado bem diferente ultimamente. E brilham diferente a cada dia...
e começo a me preocupar... pois tenho medo da velocidade dessas alterações... E no meu mundo mais lindo e completo não consigo entender a existência de algumas pessoas. Mas o mundo aqui não é dos mais justos mesmo...
Compreendo. Mas mesmo assim, eu tenho bastante lápis de cor... Empresto pra quem quiser pintar a vida.
Mas por favor... Não borrem a minha."
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto.
É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena.
É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios.
“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?”
Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.
Não negue, apareça. Seja forte.
Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto.
Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios,sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento.
Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha.
Quero dividir meus erros, loucuras, chocolates…
Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física. Não nego, tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto.
...Ou talvez estivessem realmente destinados um ao outro, e mesmo sem o álcool, numa rua repleta saberiam encontrar-se
Sentir-se Amado
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
"Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Menos Um
Ontem ri tanto no bar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama.
Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você.
E fiquei triste de novo.
Melhor interromper o processo em meio:
quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tarde demais...
Melhor interromper o processo em meio:
quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tarde demais...
Falados os segredos calam
E as ondas devoram léguas
Vou lhe botar num altar
Na certeza de não apressar o mundo
Não vou divulgar
Só do meu coração para o seu
Pecado é lhe deixar de molho
E isso lhe deixa louco
Não, eu não vou me zangar
Eu não vou lhe xingar
Lhe mandar embora
Eu vou me curvar
Ao tamanho desse amor
Só o amor sabe os seus
Não, eu não vou me vingar
Se você fez questão
De vagar o mundo
Não vou descuidar
Vou lembrar como é bom
E ao amor me render
Anna
Há três épocas para a lembrança.
A primeira é como o dia que passou.
A alma, sob sua cúpula, sente-se abençoada
e o corpo em sua sombra se compraz.
O riso ainda não cessou, as lágrimas escorrem
a mancha de tinta na mesa ainda não se apagou -
e, como um selo no coração, repousa o beijo
de despedida, único, inesquecível...
Mas isso não dura muito...
Já não há mais cúpula no alto; apenas, em algum lugar,
num subúrbio distante, uma casinha solitária
onde, no inverno, faz frio, e no verão, calor,
onde há aranhas e o pó recobre tudo,
onde caem em pedaços as cartas inflamadas
e os retratos vão imperceptivelmente mudando;
e, ao voltar pra casa, lavam-se com sabão,
expulsam uma fugidia lágrima
das pálpebras cansadas - e dão um pesado suspiro...
Mas o relógio ainda bate, as primaveras se sucedem
uma depois da outra, o céu rosado fica,
as cidades mudam de nome,
e já não há mais testemunhas do passado,
já não há mais com quem chorar, com quem lembrar.
Devagarzinho, abandonam-nos as sombras,
que já não invocamos mais
pois o seu retorno poderia assustar-nos.
E um dia, ao despertar, descobrimos ter esquecido
o caminho para ir a essa casinha solitária.
Sufocando de raiva e de vergonha,
corremos para lá, mas (como acontece nos sonhos)
tudo está mudado: os homens, as coisas, as paredes e ninguém mais nos reconhece
- somos estranhos,
nem a nós mesmos encontramos lá... Meu Deus!
E aí que cresce a amargura:
sabemos que não há mais lugar
para esse passado nas fronteiras de nossa vida;
que, para nós, ele já é quase tão indiferente
quanto para o nosso vizinho de apartamento;
que os mortos, já nem os teríamos mais reconhecido;
que aqueles de quem Deus separou
passaram muitíssimo bem sem nós - e que, até mesmo,
do jeito que está, está tudo bem.
Respeitando a formatação, retirado do livro:
Anna Akhmátova 05/02/1947
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caracter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana."
Foto publicada às 02:58
Aquele 'Um'
Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho.
Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir.
Mas isso é filme, ele não.
Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi.
Vai olhar direto para mim.
Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. é por ele que eu venho aqui, quase toda noite.
Não por você, por outros como você.
Pra ele, me guardo.
Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula,
só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor.
Verdades sobre mentiras...
você quer a verdade?
tem certeza?
mesmo?
nááá...
você não sabe do que está falando
você não aguentaria ouvir a verdade
essa é a verdade
mentiras são boas
mentiras nos salvam
mentira nos protegem do sofrimento
mentiras protegem a alma a todo momento
um cobertor de mentiras é tão reconfortante
mentiras nos salvam de qualquer vexame
ah, o que seria da sociedade sem elas?
mas nem haveria como existir civilização
pois longe dos olhos é pertinho do coração
relacionamentos se baseiam em mentiras
a razão do fim é sempre culpa da verdade
essa é a verdade
mentiras são boas
eu tinha as minhas
a minha vida era uma tranquilidade só
mas eu me sentia tão mal mentindo
me sentia um enganador sem dó
ora bolas, mas todos não são?
ah, mas eu não sou não, meu irmão
eu sou bem melhor do que isso
sou a última bolacha do pacote
daí resolvi mudar o mundo
resolvi só falar a verdade
quis ser especial
um cara legal
e destrui uma alma
me perdi na minha
deixei ela sozinha
tudo terminei
é, eu sei
xeque-mate
essa é a verdade
mentiras não são boas
ser verdadeiro é bem mais difícil
você tem que apanhar pra aprender
eu odeio mentiras
eu odeio perder
amo a mim mesmo
meu negócio é vencer
nem que pra isso eu tenha que perder
você
a verdade só nos trouxe dor
mas é melhor do que viver um falso amor
no fim das contas fez sentido
ganhei o que há de melhor
o que não pode ser medido
e nem tem preço
isso eu mereço
de verdade
minha liberdade
Derramado por Tiago Bolzan De Luca
Apenas medo
Você não vê o que vejo por dentro
O reservado coração que tenta esconder
Não deixe sua cabeça tão no alto
Não tenha receio de chorar
Porque você sabe minha querida, é apenas medo, é apenas medo
Sim, minha querida,
Entendeu, é apenas medo, é apenas medo, é apenas medo
Sim, é apenas medo, é apenas medo, é apenas medo
Que te mantém presa por aqui
Agora você acredita que não era vivaz
E você pode não saber como encontrar a direção
E talvez, você acorde tarde da noite
Se perguntando por que se sente tão exausta
Bem, minha querida, deixe que eu explique
Sim, é apenas medo, é apenas medo, é apenas medo
Que te mantém presa por aqui.
d^.^b
Então me dia, baby, O q é q vc sente?
... Sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto, mas se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.
Um beijo
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....
Dualismo
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se, a arder, no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal, padeces;
E, rolando num vórtice vesano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas das virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E, no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
E os seus seios, tão rígidos mordia, Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
Foto publicada às 12:50
Pela Rua
detenho-me diante de uma vitrina de bolsas
na Avenida Paulista, domingo,
enquanto o crepúsculo se desata sobre o bairro.
Sem qualquer esperança
te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas
surge teu rosto e some
num vislumbre e o coração dispara.
Te vejo no restaurante
na fila do cinema, de azul
diriges um automóvel, a pé
cruzas a rua miragem
que finalmente se desintegra com a tarde acima dos edifícios
e se esvai nas nuvens.
A cidade é grande
tem milhões de habitantes e tu és um só.
Em algum lugar estás a esta hora, parado ou andando,
talvez na rua ao lado, talvez na praia
talvez converses num bar distante
ou no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu encontro, sem o saberes,
misturado às pessoas que vejo ao longo da Avenida.
Mas que esperança!
Tenho uma chance em milhões.
Ah, se ao menos fosses mil
disseminado pela cidade.
A noite se ergue comercial
nas constelações da Avenida.
Sem qualquer esperança, continuo
e meu coração vai repetindo teu nome
abafado pelo barulho dos motores
solto ao fumo da gasolina queimada.
Sou feito de Choros sem ter razão pessoas no coração atos por impulsão
Sinto falta de Lugares que não conheci experiências que não vivi momentos que já esqueci
Eu souAmor e carinho constante distraída até o bastante não paro por instante
Já Tive noites mal dormidas perdi pessoas muito queridas cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu Desisti sem mesmo tentar pensei em fugir, para não enfrentar sorri para não chorar
Eu sinto pelasCoisas que não mudei amizades que não cultivei aqueles que eu julguei coisas que eu falei
Tenho saudade De pessoas que fui conhecendo lembranças que fui esquecendo amigos que acabei perdendo mas ainda continuo vivendo e aprendendo.
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa;
sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada,
uma alma que não se sente bem onde está,
que tem saudade… sei
lá
de
quê!
Se
Ao menos eu teria agora uma razão especial pra lembrar.
Mas você nunca veio, sozinha ainda receio se esse dia virá...
Dias gelados,
Me sinto cansada,
A vida vaza e voa,
Passa e não perdoa,
O tempo não tem compaixão.
Você foi um raio no âmago, um momento relâmpago,
Uma chama intensa, Ainda ativa e densa,
Agindo em minha razão.
Como num lampejo, O fogo de um beijo
E o sangue todo a se inflamar, Fluindo em minhas veias,
Subindo em cadeia, Pronto a transbordar.
O que eu sinto e arde em segredo
É uma chama que se chama desejo.
Se você fosse embora
Ao menos eu teria agora uma razão especial pra lembrar.
Mas você nunca veio, sozinha ainda receio se esse dia virá...
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
siga em frente.
Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o!
Sins
Eu digo sempre sim
Eu não me confundo
Eu vou logo aceitando, eu peço sempre muito
Eu quero ver o fundo
Eu não vacilo
O tempo todo eu mudo, eu não duvido
Eu nunca pego restos
Eu não decido, eu quero...
Para estar em movimento,
invento alvos Eu finjo que estou perto
Eu só minto pra mim mesmo
Atrás de freqüências, potências, clarezas
Alcei novas retas, alcei novas rotas
Por onde pulsa a minha pressa
Eu não duvido
E sim eu digo
E sim eu quero
E sins, eu quero...
Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".Então ela desfez-se da arrogância:
"Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua...
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil.
Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou,
paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
Tudo muito bem qndo fica perto.
pois se eu me comovia vendo você,
pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo,
meu Deus...como você me doía!
De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno,
bem no meio duma praça,
então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você
e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa
que eu vou ficar calada um tempo enorme...
só olhando você,
sem dizer nada
só olhando e pensando:
Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!
Mais ou Menos
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
e até ter um governo mais ou menos...
A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
e até acreditar mais ou meno no futuro...
A gente pode olhar em volta
e sentir que tudo está mais ou menos ..
Tudo bem !
O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos
e acreditar mais ou maenos...
Se não a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos !"
Visita
...Então ela me olhava com seus olhos gentis acostumados à sombra não fiz um movimento antes de perceber que seus lábios abriam-se amáveis, como num sorriso, um sorriso antigo, desses dirigidos a um fotógrafo de aniversário...
...Mas sem fazer nenhuma dessas coisas, desviar-me de seu corpo frágil e penetrar no quarto e saber, então, que já não poderei dar meia-volta para ir embora e dentro do quarto, olhar para os livros desarrumados nas prateleiras, a cama com os lençóis ainda fora do lugar, como se há pouco alguém tivesse se erguido dali, dizia não ter tocado em nada...
...Não era difícil vê-lo ali, e ouvir seus passos longos subindo de dois em dois os degraus para abrir a porta e ficar me olhando sem dizer nada, até que nos abraçássemos e eu sentisse, como antigamente, a mecha rebelde de seu cabelo roçar-me a face como uma garra áspera e então soubesse nada ver, nada ouvir...
...e movimentasse meu corpo parado no meio do quarto para a cama sob a janela e mergulhando a cabeça nos lençóis desarrumados procurasse uma espécie de calor, imune ao tempo, às traças e à poeira, e procurasse o cheiro dele pelos cantos do quarto, e o chamasse com dor pelo nome...
...Mas não choro...
...E então tornar-me duro e pensar que tudo não passou de uma vertigem, e recusar o testemunho dolorido da memória e a mesma luz roxa de entardecer atravessando os verdes e os vidros para projetar sombras disformes na parede branca, e sacudir os ombros como se fosse real toda a poeira que existe sobre eles, e quase poder ver os pequenos átomos brilhantes dançando um pouco no ar antes de se depositarem sobre o tapete, os livros, a cama desfeita, e depois...
...Depois apagar a luz e descer outra vez pelos degraus...
...Já não está sentada junto ao piano, com o chá esfriando na sala escura e roxa, quero gritar tão alto que a obrigue a voltar-se e encarar-me e dizer duramente que sim, que não, que tudo isso não é verdade, que todos nós, eu, ela, ele, todos os degraus e todas as sombras e todos os retratos fazemos parte de um sonho sonhado por qualquer outra pessoa que não ela, que não ele, que não eu.
se o príncipe era um deles.
Eu não podia saber, ele não falava.
E, depois, ele não veio mais.
Eu dava um cavalo branco para ele,
uma espada, dava um castelo e
bruxas para ele matar, dava todas
essas coisas e mais as que ele pedisse,
fazia com a areia, com o sal,
com as folhas dos coqueiros,
com as cascas dos cocos,
até com a minha carne eu construía
um cavalo branco para aquele príncipe.
Mas ele não queria, acho que ele não queria,
e eu não tive tempo de dizer que
quando a gente precisa que
alguém fique a gente constrói
qualquer coisa, até um castelo.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos,
mas preciso tanto e tanto.
Perdoem a bandeira desfraldada,
mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas.
Tão só nesta hora tardia -
eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de
Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.
Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor.
E um grande silêncio desnecessário de palavras.
Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido,
a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver.
mah
Foto publicada às 06:44
Comentários no Livro de Visitas (4)
paulobral disse em 04/01/08 09:28
foi vc mesma q escreveu isso? mto legal!
me identifiquei um pouco (com a parte que entendi hehe)
mto linda a foto como sempre, parabéns!
um beijo!
bom fds!
ps: 4 dias sem fumar! uhuuu hehehe
.Bloquear|Apagar
fanta_asma disse em 04/01/08 13:49
esse texto é novo???
que foto bacana...
mas não é tu, é?
.Bloquear|Apagar
fanta_asma disse em 04/01/08 14:28
capaz que tu viu show do nenhum de nós na virada???
aonde que tu passou a virada?
.Bloquear|Apagar
fanta_asma disse em 04/01/08 14:29
ah, tenho um filme pra ti recomendar...
um filme que eu acho que tu vai gostar...
se é que tu não viu ainda...
se chama Entre o céu e o inferno...
o nome original é Black Snake Moan...
tirando todo o erotismo do filme, ele tem uma "mensagem" legal...
.Bloquear|Apagar
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a voz tão rouca,
fico por aqui mesmo comparecendo a atos públicos,
pichando muros contra usinas nucleares, em plena ressaca,
um dia de monja, um dia de puta, um dia de Joplin, um dia de Teresa de Calcutá,
um dia de merda
enquanto seguro aquele maldito emprego de oito horas diárias
para poder pagar essa poltrona de couro autêntico
onde neste exato momento vossa reverendíssima
assenta sua preciosa bunda
e essa exótica mesinha-de-centro em junco indiano que apóia
nossos fatigados pés descalços ao fim de mais outra semana de batalhas inúteis,
fantasias escapistas, maus orgasmos e crediários atrasados.
que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado,
assim como se você fosse apenas uma semente, e eu plantasse você esperando ver nascer
uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, roseira,
mas nunca, em nenhum momento
essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas,
e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes
e arrancar o telhado...”
basta dizer tudo aquilo
que nunca ouvi de ninguém
vestir como homem e não como gay
me tocar sem medo, sem segredo
entrar e sair da rotina sem que eu note
me levar para lugares exóticos
e lugares comuns
saber ficar em silêncio e assim me dizer tudo
gostar de rock como eu gosto
e de coisas que eu não gosto
compreender a vida como é
e buscar o outro lado
saber a hora exata de ficar
e ir embora
mas não vá
Nada do que é humano me apavora.
Não deve apavorar ninguém.
Esta censura é uma coisa que eu nunca compreendi direito;
porque certas coisas podem ser ditas e outras não.
Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
- Linhas paralelas se encontram no infinito.
- O infinito não acaba. O infinito é nunca.
- Ou sempre.
(Silêncio)
Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo "Pq não?"
.
Há sempre um ponto
fora
um ponto além da tela
da moldura
um ponto além da linha de horizonte
na quina alheia ao campo visual.
E é nesse ponto
nesse ponto ausente
que se atam os nós
e traçam rumos das
coisas por nascer
ditas
destino.
Multipliquei-me
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-rne,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.
Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino,
E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos.
Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros,
Acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas,
Todos os chamamentos obscenos de gesto e olhares
Batem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais.
Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos,
E todos os pederastas - absolutamente todos (não faltou nenhum).
Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma!
Metade
Metade sonho, metade real.
Chega a doer.
Mas o que não é metade é que faz parte dela.
Incrusto, incubado, grudado, incluído, encarnado.
mah
Limite Branco
de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo.
Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e com o mesmo ímpeto,
a mesma densidade.
Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem magoar com uma palavra ou um gesto.
Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos, apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro.
Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura,
da ternura frustrada a agressão,
e da agressividade torna a surgir a solidão.
Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez,
outras mais lentamente.
E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda
de sentimentos que se sucedem e se sucedem e
deixam sempre sede no fim.
Um amor fresco
Tenho um amor que me veio pronto, assim,
água que caiu de repente, nuvem que não passa.
Me escorrem desejos pelo rosto pelo corpo.
Um amor susto.
Um amor raio trovão fazendo barulho.
Me bagunça e chove em mim todos os dias.
Chegue
Me olhe, me toque,
me diga qualquer coisa.
Ou não diga nada,
mas chegue mais perto.
Não seja idiota,
não deixe isso se perder,
virar poeira, virar nada..."
9 de abr. de 2010
Quem não dá assistência, abre concorrência.
Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.
Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.
Mas o que seria uma "mulher moderna"?
A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...
É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...
É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...
Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...
Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:
VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:
- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????
Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.
Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.
- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...
Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".
Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.
Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!
8 de jan. de 2010
Declaração de Amor
Porque ninguém é igual a você.
Ninguém foi capaz de me fazer apaixonar como me apaixonei por você.
Se eu sofro hoje, há uma pontinha felicidade nesse sofrimento, porque sofro por ninguém além de você.
Minha solidão vale a pena porque é só de você que eu sinto a falta.
Estou triste, mas feliz por perceber por quem eu estou sofrendo.
Você me completou como nenhuma outra jamais conseguiu.
E sofro feliz porque o meu sofrer é por você.
Minha solidão se justifica porque é a tua ausência que eu sinto.
Eu tenho saudade dos teus "tu"s.
Sinto muita saudade sua.
Ninguém mais importa para mim.
Só você!
Eu não quero mais viajar, eu não quero mais morar fora, eu não quero mais me afundar no trabalho e calar o meu coração.
Meu coração venceu. Ganhou no grito. E ele grita por você.
...
Eu te amo!
18 de nov. de 2009
Poesia Matemática
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base,
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela a dela
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas senoidais
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito,
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E se casaram e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade. Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
Saber Viver
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.
11 de nov. de 2009
...
Ninguém sabe como, mas aos poucos a gente vai aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.
Ja não tentamos o suicidio nem cometemos gestos idiotas. Contidamente, continuamos.
E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar".
A gente encontra um jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
22 de out. de 2009
DAR NÃO É FAZER AMOR
DAR NÃO É FAZER AMOR
Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...
13 de out. de 2009
Penélope
Sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.
E recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.
Mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.
15 de set. de 2009
Seis e Trinta
Normal e do avesso
Vamos seguir o caminho seguro
Pra continuarmos assim no futuro
Pareço contigoSem mais nem porquê
Vamos seguir nossas pistas
Com toda a incerteza
Pra continuarmos felizes à mesa
Eu dou um valor absurdo na vida
Ela me traz bem mais que alegria
Traz alguém pro meu sozinho
Você às seis e trinta
Pareço contigo
De olhos fechados
Vamos seguir no escuro
Sonhando acordados
Pra nunca deixar nossa luz se apagar
A gente se parece tanto
A gente está só começando
A gente vai se conhecendo
E vê que ainda não sabe nada
A gente só quer ser feliz
Um mundo mais equilibrado
A gente esquece que o amor
É tudo e não nos cobra nada
Eu dou um valor absurdo na vida
Ela me traz bem mais que alegria
Traz alguém pro meu sozinho
Você às seis e trinta.
Sim, sei bem...
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,D
eixem-me crer
O que nunca poderei ser.
3 de set. de 2009
Sozinha
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinha
Não sou nem quero ser sua dona
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você, mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ele de repente me ganha?
Quando a gente gosta é claro que a gente cuida
Fala que me ama, só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está maduro
Onde está você agora?
31 de ago. de 2009
Amar
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.
20 de ago. de 2009
EU TE AMO NÃO DIZ TUDO
Assunto encerrado!!!
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado
é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos,
sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
E vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d`água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
12 de ago. de 2009
A cor da esperança
A tristeza vai transformar-se em alegria,
E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,
Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade,
Peito aberto,
Cara ao sol da felicidade.
E no canto de amor assim,
Sempre vão surgir em mim, novas fantasias,
Sinto vibrando no ar,
E sei que não é vã, a cor da esperança,
A esperança do amanhã.
8 de ago. de 2009
A chamam de 'crise do quarto de vida'.
alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar
horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para
conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'. as vezes até
lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de
socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
E começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos,
outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez,
esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as
melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são
os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde
lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por
que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer
conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há
anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem
certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar
bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito
dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não
esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja
procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe
dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que
não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do
que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e
adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes,
você se sente genial e invencível, outras.. Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o
passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar
avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro. E com construir uma
vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não
queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que
todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós
que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na
cabeça. Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la
por causa dos nossos medos. Dizem que esses tempos são o cimento do nosso
futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16.
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO. QUE ELE NÃO PASSE!
** A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles
momentos que lhe deixam sem fôlego! **
Envie esse texto a seus amigos de vinte e tantos.
Talvez, ajude a alguém a se dar conta de que não está sozinho em meio a tanta confusão.
Um abraço a todos meus amigos:
Os de vinte e tantos e os de trinta também...
--
"Proteger é um ato de amor"!!!
4 de ago. de 2009
O Inventário do Ir-remediável
Melhor interromper o processo em meio:
quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Sina Nossa
és um anjo in verso em presença e peso...
Teu sagrado e tua besteira, teu cuidado e tua maneira
de descordar da dor, de descobrir abrigo... entre tanto
amor, entretanto a dúvida, um certo surto que não veio...
Há uma alma em mim, há uma calma que não condiz...
Com a nossa pressa! Com resto que nos resta...
Lamentavelmente eu sou assim... um tanto dispersa, às
vezes desapareço, pois depois recomeço, mas antes me
esqueço...
28 de jul. de 2009
Crespúsculo
se enfastia;
Quando a noite se destaca
da cortina;
Quando a carne tem o travo
da saliva,
e a saliva sabe a carne
dissolvida;
Quando a força de vontade
ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato
se equilibra...
E quando às sete da tarde
morre o dia
- que dentro de nossas almas
se ilumina,
com luz lívida, a palavra
despedida.
19 de jul. de 2009
Mario Quintana
*Criaram a xoxota, como pode se ver:*
*Chegando na frente, veio um açougueiro. *
*Com faca afiada deu talho certeiro*
*Um bom marceneiro, com dedicação. *
*Fez furo no centro com malho e formão *
*Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno. *
*Forrou com veludo o lado interno*
*Um bom caçador, chegando na hora. *
*Forrou com raposa, a parte de fora. *
*Em quinto chegou, sagaz pescador. *
*Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.*
*Em sexto, o bom padre da igreja daqui. *
*Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'. *
*Por fim o marujo, zarolho e perneta. *
*Chupou-a, fodeu-a e chamou-a... *
*Buceta!*
2 de jul. de 2009
1 de jul. de 2009
13 de jun. de 2009
12 de jun. de 2009
11 de jun. de 2009
Sob o Mesmo Sol
Eu vi a manhã
Ela foi destruída por uma arma
Ouvi um grito, vi-o cair
Ninguém chorou
Vi uma mãe
Ela estava rezando por seu filho
Traga-o de volta, deixe-o viver
Não o deixe morrer
Você às vezes se pergunta,
"há um paraíso no céu?
Por que não podemos consertar isso?
(porque não podemos acabar com a luta?")
Porque todos vivemos sob o mesmo sol
Todos andamos sob a mesma lua, sim
Então por que, po que não podemos viver unidos?
Eu vi a noite
Fazer as sombras sumirem uma a uma
Observei o cordeiro
Deitar-se para o sacrifício
Vi as crianças
As crianças do sol
Como choravam, como sangravam
Como morriam
Às vezes penso que estou enlouquecendo
Estamos perdendo tudo o que tínhamos
E ninguém parece se importar
Mas em meu coração isso não muda
Temos que reorganizar
E trazer um pouco de amor ao nosso mundo
Será que realmente importe
Se há um paraíso lá em cima?
É claro que precisamos de um pouco de amor
Todos moramos sob o mesmo sol
Todos caminhamos sob a mesma lua
Todos vivemos sob o mesmo céu
Todos olhamos para as mesmas estrelas
Então por que, diga-me por que
Não podemos viver unidos?
The Climb
O sonho que tenho sonhado
Mas há uma voz dentro da minha cabeça dizendo
Você nunca alcançará
Cada passo que eu dou
Cada movimento que faço parece
Perdido e sem direção
Minha fé está abalada
Mas eu, eu vou continuar tentando
Tenho que manter minha cabeça erguida
Sempre haverá uma outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre será uma batalha difícil
Às vezes eu terei que perder
Não tem a ver com a rapidez que eu vou chegar lá
Não tem a ver com o que estará esperando do outro lado
É a subida
As lutas que estou encarando
As chances que estou escolhendo
Ás vezes podem me empurrar pra baixo
Mas, não, eu não desisti
Eu posso não saber ainda
Mas esses são os momentos que
Eu vou mais me lembrar, yeah
Só tenho que continuar
E eu...
Eu tenho que ser forte
É só continuar lutando
Pois...
Sempre haverá uma outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre será uma batalha difícil
Às vezes eu terei que perder
Não tem a ver com a rapidez que eu vou chegar lá
Não tem a ver com o que estará esperando do outro lado
É a subida
Continue se mexendo
Continue subindo
Mantenha a fé
Baby
Tem tudo a ver
É tudo a ver com a subida
Mantenha a fé
Mantenha sua fé
Woah-oh-oh-oh









































