14 de jan. de 2009

“Beijo” de Gustav Klimt com um poema de Hilda Hilst

“Te amo como as begônias tarântulas;
como as sementes se amam enroscadas lentas
algumas muito verdes outras escuras;
a cruz na testa lerdas prenhes; dessa agudez que me rodeia,
te amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara
me faça menos osso e mais verdade.”

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