No peito uma dor que entope a fala e que a pede.
Uma dor inexplicável e insolúvel que brota águas e uivos lancinantes e não pára e nada pára.
A dor dos desastres recorrentes.
A dor que já não sei se é de ti, se de mim, se de tudo ou de tanto nada.
A dor que quero curar e nada cura.
Como queria quem me ensinasse o mundo.
22 de abr. de 2009
19 de abr. de 2009
São os meus.

Eles escolherão juntos o papel de parede da sala.
Escolherão juntos os imãs de geladeira.
Um dia, ele vai pedir ela em casamento, com direito a surpresa, anel e pedido clichê: -Quer casar comigo?
Ela poderá escolher vestido, flores, lembrancinhas, convites, convidados, igreja...
Poderé sair espalhando pra todo mundo como ela esta boba!
Ela vai fazer chá de panela, convidar as amigas e falar sobre coisas do tipo: - Ah ele me irrita qndo não coloca a tampa na pasta de dente.
No dia do casamento, ela vai encontrar uma flor ao lado do travesseiro dizendo: -Não vejo a hora de me casar com você.
Ele vai estar feliz, ela tbm.
Sairão juntos para uma nova vida, cheia de descobertas, medos e receios, mas estarem juntos e serem doidos um pelo outro vai fazer valer a pena correr todos os riscos.
Depois disso, um dia, ela dirá a ele: -Eu estou grávida!
Ele vai sorrir e abraçá-la demorado e dizer que está muito feliz!
São sonhos.
São os meus.
16 de abr. de 2009
15 de abr. de 2009
11 de abr. de 2009
7 de abr. de 2009
Páscoa
6 de abr. de 2009
Amy
No Mundo da Lua
Eu não sei andar
Sozinha
Vivo assim levando a minha dor
Seja onde for
Vou pra qualquer canto com você
Gosto tanto desse seu jeitinho de viver
No mundo da lua
Não sei bem certo onde eu vou
Pode não dar pé
Posso me perder por aí
Eu tenho medo de tudo
Não gosto de bicho, do mato
De andar sem sapato
Mas tô indo lá
Mesmo assim eu vou
Eu não sei andar
Sozinha
Vivo a me arriscar
Quero meu lugar
Quero tanto te dizer que eu vou
Vou pra qualquer canto com você
Gosto tanto desse seu jeitinho de viver
No mundo da lua
Eu não sei andar
Sozinho
Vivo a me arriscar
Quero meu lugar
Quero tanto te dizer que eu vou
5 de abr. de 2009
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drummond de Andrade
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drummond de Andrade
Vai Passar...
" Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?
O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'.
Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer
e,
de repente,
no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como
'estou contente outra vez'
Sempre Caio.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?
O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'.
Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer
e,
de repente,
no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como
'estou contente outra vez'
Sempre Caio.
O irremediável
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Caio.
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Caio.
2 de abr. de 2009
I Still Haven't Found What I'm Looking For

Eu escalei as montanhas mais altas
Eu corri através dos campos
Só para estar com você
Eu corri, eu rastejei
Eu escalei os muros da cidade
Estes muros da cidade
Só para estar com você
Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando
Eu beijei lábios de mel
Senti a cura na ponta dos dedos dela
Queimou como fogo
Esse desejo ardente
Eu falei com a língua dos anjos
Eu segurei a mão do demônio
Estava quente à noite
Eu estava frio como uma pedra..
Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando
Eu acredito na vinda do Reino
Então todas as cores
Irão filtrar-se em apenas uma
Mas sim, eu ainda estou correndo
Você quebrou os laços, soltou as correntes
Você carregou a cruz
E a minha vergonha
Você sabe que eu acredito nisso
Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando
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